04 novembro 2009

renúncia

talvez
o mais duro dos sentimentos sombrios
seja este que sempre decorre
da premente necessidade de renúncia
abrir mão de tantos apegos
largar o conforto dos elos
deixar enfim afrouxar os vínculos

talvez
mais ampla do que a tristeza
mais irremediável que o luto
a renúncia vem sempre de dentro
para destruir o que se construiu
acabar com o que se teve
abrindo mão de algo belo e raro
num último esforço de impedir
uma guerra de continuar.

by dani weber 2008

* este é um poema antigo
e foi um pouco modificado.

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