
'escolho meus amigos não pela pele ou
outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
tem que ter brilho questionador
e tonalidade inquietante.
fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
deles não quero resposta, quero o meu avesso.
escolho meus amigos pela
alma lavada e pela cara exposta.
quero amigos sérios, daqueles que fazem
da realidade sua fonte de aprendizagem,
mas lutam para que a fantasia não desapareça.
não quero amigos adultos nem chatos
quero-os metade infância
e outra metade velhice.
crianças, para que não esqueçam
o valor do vento no rosto
e velhos, para que nunca tenham pressa.
tenho amigos para saber quem eu sou.
pois os vendo, loucos e santos,
bobos e sérios, crianças e velhos,
nunca me esquecerei de que normalidade
é uma ilusão imbecil e estéril.
(oscar wilde)
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